Parece óbvio; mas não é comum. Infelizmente uma maioria de líderes não dá a devida atenção aos detalhes das competências que diferenciam os próprios liderados.
Escalar as pessoas certas para as funções em que possam alcançar uma maior eficácia na execução torna-se imperativo para que times atuem com alta performance.
Mesmo que você não seja um exímio conhecedor e entendedor do futebol, tenho certeza de que já ouviu falar a respeito da qualidade absurda de um jogador chamado Lionel Messi. Pois bem, mesmo não sendo um assunto de seu domínio, você arriscaria a colocar Messi para jogar de goleiro na sua equipe?
Vá lá então; você não se sente capaz de responder nem que sim e nem que não porque o desconhecimento acerca do futebol é total.
Pois bem, como todo líder também deve ter por hábito, você resolveu dar uma espiada no desempenho do Messi em meio a outros jogadores.
Bingo! Você continua sem entender nada de futebol, mas viu altar diante de seus olhos alguém que parece até praticar outro esporte, de tão diferente e exuberante é a sua performance.
Agora responda: você escalaria esse fenomenal atleta no gol? A resposta, por óbvio, me parece que é um sonora NÃO!!!
E sabe o que é mais bacana nesse comparativo que estou fazendo? É que dificilmente um líder chegará a condição de comandar uma equipe sem conhecer nada daquilo que seus liderados desempenham na rotina da organização.
Isso significa dizer que esse líder já está bem à frente do que nosso fictício treinador de futebol que nada entende de futebol.
Observar, organizar e motivar os integrantes da equipe são prerrogativas inegociáveis para a rotina de um líder.
E dentro desse protocolo, surge a necessidade de saber onde e como integrante entrega mais e melhor. Portanto, se você é líder ou faz gestão de líderes, esteja atento para que a gestão de talentos esteja aguçada a ponto de não causar constrangimentos de escalar Lionel Messi de goleiro.
*recorte da participação no podcast FALA MAIS
